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| "O
Jorginho faz parte das pessoas que te dão
alegria ao ver dando certo." |
Como foi sua participação na adaptação
do roteiro mexicano para o brasileiro Sexo Amor e Traição?
Inicialmente iria desistir. Depois pensei
que podíamos acrescentar um sabor brasileiro
no melodrama da versão mexicana, e foi a partir
daí que começamos a trabalhar. No começo
foi complicado. Chegamos a loucura de mudar tanto o
roteiro original, ao ponto dele se transformar num outro
filme. Então retomamos a estrutura mexicana e
percebemos que o que faltava mesmo era o nosso sabor.
Em determinado momento, achei, também como co
- produtor, que Jorge Fernando mesmo sem ter antes dirigido
um filme, poderia faze-lo melhor do que eu. Com isso,
estaria dando ao filme exatamente que eu não
saberia dar: a alegria e o prazer de viver que ele consegue
passar em todos os seus trabalhos. Além disso,
estaria realizando seu grande sonho de dirigir um longa
- metragem. E por isso me comprometi a ficar ao seu
lado, o apoiando em seu primeiro trabalho.
O seu trabalho no filme foi
dar um acompanhamento ao Jorge Fernando?
É, e isso não é nenhuma
novidade para gente. Nós já fizemos muito
isso na televisão. Aqui, nesse mesmo estúdio
que estamos filmando, o Jorginho fez um teste comigo
para ser ator de televisão. Depois disso, ele
passou para direção impulsionado por alguns
diretores como o Talma e o Paulo Ubiratan. Nós
trabalhamos muito juntos, eu como produtor da Rede Globo
e ele como diretor de novela e programas, como se pode
ver essa relação é muito antiga
e fácil de se levar.
Estou muito contente com a minha participação
no cinema, principalmente por poder trabalhar com velhos
companheiros. Fazer cinema não é nada
fácil , e muitas vezes quando o diretor entra
no set ele pode se perder num ritmo, ou em outro. Por
isso é bom sempre ter alguém de fora que
avalie se o conceito inicial ainda permanece.
Fazer cinema é como tocar uma música.
Você sabe toca-la de uma só vez, mas se
tiver que tocar somente uma única nota por dia
é muito provável que sua interpretação
final se modifique. Por isso é muito importante
manter a verdadeira intenção do filme.
Esse é um trabalho complicado, que envolve muita
emoção, e é isso que eu estou desenvolvendo
nesse filme.
Jorge Fernando sempre comenta
que você foi o grande mentor de sua carreira.
Como você o vê agora fazendo seu primeiro
filme?
Depois de uma certa idade você vai
vendo várias pessoas que começaram a carreira
junto com você atingirem determinados pontos.
Algumas delas te deixam tristes, mas o Jorginho faz
parte das pessoas que te dão alegria ao ver dando
certo. Na verdade ele não tinha o que dar errado.
Como foi construir esse elenco
tão fantástico?
A montagem desse elenco foi uma evolução,
até se chegar a um ponto em comum. Quando Jorginho
entrou para a direção achei que ele também
deveria opinar na escolha do elenco, mas praticamente
não houveram mudanças, só algumas
modificações no perfil do personagens.
E assim chegamos ao elenco ideal. É como se a
gente não pudesse querer melhor. O elenco é
esse aí, e eu estou super satisfeito. Todos estão
trabalhando num clima de harmonia e descontração,
e quando isso acontece, é quase certo que tudo
correrá bem. Com toda certeza o público
também irá se contagiar e se divertir
com esse elenco maravilhoso
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