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| "Tomás
é a figura engraçada do filme, o cara
que a gente quer ser, livre e bem resolvido" |
O
que significa cinema para você?
O cinema, pelo próprio formato, é
um produto bem acabado assim como uma minissérie
é para televisão. Me estima muito gravar
uma cena sabendo que ficará para a eternidade.
O cinema tem um tempo bem próximo ao do teatro,
apesar de ser feito através de cameras. Nele
o ator se sente tranqüilo para trabalhar o personagem.
Outro ponto que me encanta é que como o elenco
é menor, ele se parece com uma família,
que irá trabalhar junta por um período
de dois meses. É muito fascinante. É como
se vivêssemos uma nova vida!
O que te motivou a aceitar
o projeto Sexo Amor e Traição?
O fato de ter o Jorge Fernando dirigindo,
um companheiro de trabalho de muitos anos e que me dirigiu
na minha segunda novela na Rede Globo, foi o ponto forte
na hora da decisão. Jorge Fernando é um
cara que integra as pessoas e que além de ter
tem muito bom gosto, é uma figura completa.
A questão do elenco também foi importante,
são todos da minha geração, que
trabalham constantemente e se dão muito bem.
Isso é essencial. Com toda certeza vamos fazer
um novo filme com o nosso estilo de interpretação.
O que você mais gosta
do Tomás?
O que mais gosto no Tomás é
que ele não tem compromisso ético, nem
moral. É um viajante, uma figura solta que se
diverte com tudo, além de ser muito mulherengo.
É a figura engraçada do filme, o cara
que a gente quer ser, livre e bem resolvido. É
como se fosse um vento nessa história. É
o grande personagem desse filme.
Qual
momento mais marcante de Tomás?
Quando
o Tomás se encontra com ele mesmo, percebe que
está vivendo um momento de liberdade e solidão.
É o seu conflito interior. Na cena da boate,
ele percebe a futilidade que era sua vida, apesar da
liberdade que tinha. Esse é o contraponto de
nossas vidas. Quando estamos casados pensamos no quanto
era bom viver com liberdade e quando isso acontece,
queremos exatamente o contrário. Todo mundo vive
essa contradição.
E
como foi trabalhar com Jorge Fernando nesse filme?
Ele continua o mesmo maluco! É
muito intuitivo, espontâneo e criativo e traz
consigo uma vida inteira dedicada a isso. O Jorginho
te dirige como uma criança, permite a interatividade,
pois é muito importante para o ator colocar suas
idéias em cena. Todos são artistas num
processo de cinema ou de teatro.
Eu repito, que estou fazendo muito esse filme por ser
o primeiro de Jorginho Fernando, até porque meu
filho acabou de nascer, mas mesmo assim gostaria de
compartilhar esse momento com ele e mostra-lo o quanto
sou seu fã.
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