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| "Eu
amo comédia e faço porque gosto, como
faria também um drama que gostasse"
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Como
está sendo trabalhar no cinema?
Eu amo o meu trabalho. Tudo o que faço
é com amor, seja atuando no teatro, no cinema
ou na televisão. Mas o cinema sempre foi uma
paixão de infância. Eu queria ser atriz
de Hollywood, e o engraçado é que de todas
as artes, o cinema foi a última que fiz. Esse
está sendo o primeiro papel que participo do
início ao fim.
Qual foi a sua primeira impressão
sobre a Cláudia?
A personagem me seduz. A primeira impressão
da Cláudia num primeiro momento foi a de não
achá-la engraçada. Depois de uma conversa
com o Jorge Fernando tudo mudou. Ele me apresentou milhões
de possibilidades de compôr a personagem e quando
reli o roteiro ví que poderia brincar, colocar
um charme e até fazer algumas bobagens com ela.
Por tudo isso a Cláudia passou a ser uma personagem
maravilhosa e bem diferente de todas que já fiz
pois, além do humor, ela também é
séria e dramática.
Você tem vontade de explorar
mais esse tipo de personagem denso e sério?
Como havia dito antes, amo minha profissão
e por isso gosto e quero fazer de tudo, embora ache
que exista um preconceito em relação ao
humor. Como podemos perceber é raro um ator ou
um filme de comédia ser premiado. Eu amo comédia
e faço porque gosto, como faria também
um drama que gostasse.
Como foi trabalhar com o Jorge
Fernando?
Essa está sendo
a nossa primeira experiência juntos, antes eu
só tinha ouvido falar que ele era alto astral
e que eu iria adorar trabalhar com ele porque somos
palhaços iguais. Agora já posso dizer
que, além de ser um ótimo diretor, ele
sabe ouvir o ator e aceitar suas possibilidades. É
muito seguro dirigindo e chega dizendo logo o que quer,
e eu adoro isso porque sou uma atriz muito obediente.
Trabalhar com ele foi um grato encontro.
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