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| "O
roteiro abrasileirou, veio para os trópicos,
por isso a fotografia é mais brilhante, colorida,
mais Brasil, a cara do Rio de Janeiro." |
Como é a sua relação com a câmera?
Eu tenho uma ótima relação
com a câmera, uma ligação muito
forte. Gosto de olhar o quadro, ver os atores, a luz,
os problemas. Me acostumei tanto que não consigo
me ver fazendo um filme sem que esteja na camera. Eu
só a entrego na mão de um assistente depois
que faço o plano e todo o movimento.
Você participou da escolha
das locações?
Sim. Isso é um processo natural, que
deve ser passado pela produção, pelo diretor
de fotografia, e pelo diretor de arte. Cada um analisa
os problemas e passa para o outro, e assim vai tudo
se acertando de acordo com a locação.
Como foi elaborado o conceito
de fotografia num filme como Sexo Amor e Traição?
Esse é um tema leve, uma comédia
romântica, por isso pensei em fotografia limpa,
com a cara dos atores. Minha inspiração
foi o filme "Doris Day".
Para você qual foi a
cena mais difícil de ser executada?
A cena da briga no trânsito foi muito
complicada. No local da filmagem tinham muitas árvores
e isso gerava um contraste enorme causado pelas folhas
e pela luz do sol.
Como foi trabalhar com o Jorge
Fernando?
Jorge Fernando é um capítulo a parte.
Estou adorando trabalhar com ele. Me impressiona a capacidade
e o talento que ele tem para mexer com os atores, para
resolver as coisas rapidamente sem perder o foco do
filme.Está sempre com uma idéia na cabeça.
Isso me dá prazer e me estimula muito.
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